Ecos de um berimbau

Nesta foto, a referência à obra de Pierre Verger torna-se inevitável. Meu objetivo ao empregar esta estética monocromática foi precisamente alinhar a captura ao rigor documental que ele estabeleceu. A ausência de cor força a concentração na mecânica do corpo e no dinamismo da ação, elementos que Verger soube isolar com mestria.

Na fotografia, meu foco foi registrar a autenticidade do movimento. Congelar a potência de um golpe vertical, com o corpo esticado em um ângulo que enfatiza a exigência física da arte, optei por manter a atenção na plasticidade do movimento, buscando a atemporalidade que é característica da documentação histórica de Verger.

Além da ação central, a composição inclui a plateia. Este enquadramento não é acidental, mas sim um reconhecimento da capoeira como um evento intrinsecamente social e cultural.

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