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Mostrando postagens de outubro, 2025

A memória de todos nós...

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  Hoje, com a Inteligência Artificial, as pessoas estão com um estúdio a sua disposição, por assim dizer. Milhares de imagens com fundo preto e cabelos impecáveis foram estampadas nos perfis das redes sociais nas últimas semanas, mas nenhuma fotografia! A fotografia é um testemunho, o registro de um momento, é a escrita da luz. Mesmo as fotos desfocadas, aquelas em que a pessoa saiu "dormindo" ou olhando pra outro lado são memórias, não são criações artificiais.  Quando você chama um fotógrafo, está pedindo para que uma pessoa te ajude a escrever a história da tua vida, a construir um artefato para as próximas gerações.  Não é sobre imagens, é sobre experiências, memórias e sentimentos!

Ecos de um berimbau

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Nesta foto, a referência à obra de Pierre Verger torna-se inevitável. Meu objetivo ao empregar esta estética monocromática foi precisamente alinhar a captura ao rigor documental que ele estabeleceu. A ausência de cor força a concentração na mecânica do corpo e no dinamismo da ação, elementos que Verger soube isolar com mestria. Na fotografia, meu foco foi registrar a autenticidade do movimento. Congelar a potência de um golpe vertical, com o corpo esticado em um ângulo que enfatiza a exigência física da arte, optei por manter a atenção na plasticidade do movimento, buscando a atemporalidade que é característica da documentação histórica de Verger. Além da ação central, a composição inclui a plateia. Este enquadramento não é acidental, mas sim um reconhecimento da capoeira como um evento intrinsecamente social e cultural.

Minha primeira lição na fotografia de rua

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  Minha primeira lição na fotografia de rua Fiquei surpreso quando soube que o tema ainda era um tabu. Mesmo depois de tantos anos, há uma miríade de perguntas, sejam elas relacionadas à liberdade do artista, ou à privacidade das pessoas. A questão é que fotografar as ruas de uma cidade, e, consequentemente a vida dessas/nessas ruas é uma questão não resolvida em muitos aspectos. Como iniciante na arte fotográfica, ainda não tenho respostas, mas gostei do que descobri até agora e vou compartilhar com você, leitor, minha primeira lição: erramos mais do que acertamos, mas é assim mesmo. As ruas são espaços interessantes, comuns a todos e não pertencentes a ninguém. Nelas, as cidades acontecem. É ao andar nas ruas que conhecemos seus costumes, sua culinária, seu sotaque. Em suas esquinas, ouvimos as músicas mais tocadas, os gritos e sirenes que compõem a sua sinfonia e assistimos à coreografia urbana. Muito cedo, os fotógrafos se interessaram por esses espaços, mas, por causa da tecn...